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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Formatos de Videos

Padrões de padrões

H.261 não é um termo que você deve se preocupar, mas é a tecnologia que foi a origem da maioria dos vídeos e codecs padrões. Originalmente criado em 1990, é o primeiro grande padrão de compressão de vídeo digital, e como os outros padrões "H", foi desenvolvido pela União Internacional de Telecomunicação. Este foi inicialmente criado para teleconferência via linhas ISDN, e como tal, a qualidade é uma porcaria.

MPEG-1 Part 2 é outro das antigas, desenvolvido pela Movie Picture Experts Group e aprovado em 1991. (Aproveitando, o lance de "Parte" é porque video é apenas uma "parte" de cada padrão MPEG.) Baseado no H.261, MPEG-1 foi planejado para pegar a qualidade de vídeo VHS e comprimir a um bit rate de aproximadamente 1.5Mbps, optimizado para transferir vídeos para CD. Sem surpresa, é O padrão usado para todos os VCDs (que pode ser tocado em quase todos os DVD players), mas não é um padrão que você verá com freqüência por aí hoje em dia.

Com o MPEG-2 Part 2, aprovado em 1994, nós finalmente estamos falando de uma qualidade de vídeo decente. Também conhecido como H.262, desde que foi desenvolvido conjuntamente pela ITU-T e ISO, MPEG-2 é uma extensão do MPEG-1, que oferece melhor resolução de vídeo e bit rates mais altos (3-15Mbps para definição padrão e 15-30Mbps para HD, apesar da especificação permitir até 100Mbps). É o codec de vídeo usado pelos DVDs e pela TV digital, apesar de estar sendo lentamente substituído pelo mais eficiente MPEG-4, exceto em DVDs, onde vai continuar sendo o padrão enquanto esses discos existirem.

H.263 é projetado para enviar vídeos por conexões porcarias. Por isso, é usado para codificar a maioria dos vídeos Flash e enviá-los por redes de celulares.

MPEG-4 é onde estamos agora. Tem um escopo muito maior que as versões anteriores do padrão MPEG, mirando desde os vídeos de menor qualidade (as redes porcarias de celulares ou redes lentas) e de alta qualidade (Blu-ray). Ainda está em desenvolvimento, é aí que a porca torce o rabo. Têm duas partes relevantes do padrão MPEG-4, no vídeo: Há a Parte 2. E há a Parte 10 - que também é conhecido como H.264 ou Advanced Video Coding (AVC, ou traduzindo livremente, codificação avançada de vídeo). Para ser bem claro, mesmo que ambos sejam partes do padrão MPEG-4, são formatos totalmente diferentes. Mesmo assim, ambos são mais eficientes em termos de compressão que as versões anteriores de codecs MPEG, oferecendo melhor qualidade de imagem usando menos espaço em disco.

Okay, se você alguma vez baixou torrents, você já deve ter assistido a uma pá de vídeos que usam o formato MPEG-4 Part 2, mesmo que o site não faça propaganda clara disso. MPEG-4 Parte 2 na verdade tem "perfis" diferentes - os dois que importam são o Perfil Simples, para bitrate baixo, para as paradas de baixa qualidade, e o Perfil Avançado Simples. Esse último perfil é o que está sendo usado para filmes que você baixa nos formatos DivX ou XviD ou 3ivx - sendo que todos os codecs praticamente só diferem na forma que implementam o padrão do MPEG-4 Parte 2.

MPEG-4 Part 10, a outra parte, era na verdade co-desenvolvida pela MPEG e a ITU-T, por isso também é conhecida como - de fato, mais conhecida - H.264. É mais eficiente que o MPEG-2 e o MPEG-4 Part 2, oferecendo a mesma qualidade de vídeo em um pouco menos que a metade do espaço em disco, fazendo a alegria tanto para a baixa quanto alta qualidade. Por causa disso, está virando o padrão dos padrões. É parte das especificações do Blu-ray e do (finado) HD DVD, substituindo MPEG-2 na TV digital americana (como nos serviços via satélite e na IPTV) e adotada pela grande maioria de vídeo players portáteis no planeta, do iPod ao PSP. A Apple tem um FAQ decente (com alguns fru-frus) sobre o H.264.

VC-1 é essencialmente a versão desenvolvida pela Microsoft para servir de alternativa ao H.264, lançada como um padrão pela Society of Motion Pictures and Television Engineers, mesmo que seja descendente da família do H.26X/MPEG. (Ele começou a vida essencialmente como o WMV9, mas então a Microsoft vendeu o peixe para a SMPTE como uma possibilidade de padrão da indústria e voilá, assim ficou.) Ele também é parte obrigatória das especificações do Blu-ray e HD DVD e é o codec oficial do Xbox 360. Seu apelo é o mesmo do H.264 - tentar oferecer a melhor qualidade ocupando menos espaço, por exemplo, em vídeos de alta definição em 6-8Mbps.

Codecs livres

Tudo bem, então tudo isso aí são os padrões amplos da indústria em termos de codecs. Além de tudo isso, várias entidades que adoram colocar o seu dedo nesses padrões. Como falamos acima, DivX (proprietário) e XviD (open source), por exemplo, usam compressão MPEG-4 Parte 2 (mais especificamente, MPEG-4 ASP), querendo dizer que nativamente qualquer coisa que tocar MPEG-4 ASP também será capaz de reproduzir XviD. Como no Xbox 360, por exemplo. Tem uma pá de codecs baseados em MPEG-4 ASP, como o FFmpeg, 3ivx e outros mas o DivX e XviD são os mais comuns. A mesma coisa com o H.264: Alguns codecs conhecidos que o usam são o Quicktime H.264 da Apple, x264 e Nero Digital. Você também encontra os codecs do Windows Media Video, que são as versões tunadas nos padrões da indústria.

Contaiers - vulgo Wrappers

Você provavelmente já está se questionando porque nenhum dos seus arquivos de vídeos tem extensão .h264 ou vc1 ou qualquer outra das que falamos acima. Isso porque os vídeos são empacotados em containers ou wrappers (traduzindo livremente como recipientes ou embalagens), que juntam coisas como áudio, informação de navegação e etc com o vídeo, em apenas um arquivo. Naturalmente, existem muitos wrappers por aí, assim como existem muitos codecs. Para ser mais claro, você poderia pegar um vídeo codificado em, vamos dizer, H.264 e embalá-lo como um arquivo mp4 ou avi.

Os maiores são:
•AVI (Audio Video Interleave) - padrão do Windows
•MPEG-4 Part 14 (também conhecido como .mp4) é o padrão para o MPEG-4
•FLV (Flash Video) é o formato usado para distribuir vídeo MPEG via Flash
•MOV é o Quicktime, container da Apple
•OGG, OGM e OGV são formatos abertos de containers
•MKV (Mastroska) é outro formato aberto de container, muito utilizado para arquivos de alta definição e animês em torrents por aí.
•VOB significa DVD Video Object. Adivinhe! É o formato padrão de container para DVDs, e você encontra na sua máquina quando você copia um disco..
•ASF é um formato desenvolvido pela Microsoft para arquivos WMV e WMA - os arquivos podem ter extensão .wmv ou .asf

Bem, para tocar um arquivo de vídeo, você precisa configurar sua máquina/software para que seja capaz de lidar com o formato não só do vídeo em si mas com o do container. É por isso que você pode tentar tocar um AVI e o Media Player engasgar, mesmo que você acabou de tocar outro AVI um minuto antes e não deu problema - o container não gera stress, mas o codec é diferente. Por outro lado, o iPod pode tocar um vídeo codificado em H.264, mas se este estiver "embalado" em um arquivo MKV, babáus, não vai funcionar.

Alguns Formatos que nós encontramos na baixar videos da internet.

CAM

O CAM é um “rip” feito no cinema, normalmente com uma câmera digital. Às vezes é usado um tripé, mas na maioria das vezes isso não é possível, deixando a filmagem tremida. Devido aos lugares disponíveis no cinema também não serem sempre no centro, pode ser filmado com ângulos diferentes. Se cortado (cropped) adequadamente, é difícil diferenciar, a não ser que tenha legendas na tela, mas muitas vezes os CAM são deixados com bordas pretas na parte de cima e de baixo da tela. O som é gravado com o microfone embutido da câmera e, especialmente em comédias, risadas são ouvidas durante o filme. Devido a esses fatores, a qualidade de som e imagem costumam ser muito ruins, mas as vezes, com sorte, o cinema está quase vazio e apenas baixos ruídos serão ouvidos.

TELESYNC (TS)

Um telesync tem as mesmas características de um CAM, só que usa uma fonte externa de áudio (normalmente um fone de ouvido na poltrona para pessoas que não ouvem bem). Uma fonte de áudio direto não garante uma boa qualidade de áudio, pois muitos barulhos podem interferir. Muitas vezes um telesync é filmado em um cinema vazio ou da cabine de projeção com uma câmera profissional, gerando uma melhor qualidade de imagem. A qualidade varia muito, por isso veja um sample (amostra) antes de baixar o filme por completo. A maior parte dos Telesyncs são CAMs que foram rotuladas de forma errada.

TELECINE (TC)

Uma máquina de telecine copia o filme digitalmente dos rolos. O som e a imagem costumam ser muito bons, mas devido ao equipamento e custos envolvidos, os telecine são muito raros. Geralmente o filme estará com o aspect ratio (proporção) correto, apesar de existirem telecine de 4:3 (tela cheia). TC não deve ser confundido com TimeCode , que é um contador visível e fixo durante todo o filme.


SCREENER (SCR)

Uma fita VHS prévia, enviada para locadoras e vários outros lugares, para uso promocional. Um screener é fornecido de uma fita VHS e normalmente em 4:3 (tela cheia), apesar de alguns screener com faixas pretas já terem sido lançados. A maior desvantagem é um “ticker” (uma mensagem que aparece na parte de baixo da tela com os direitos autorais e um telefone anti-pirataria). Além de que, se a fita tiver algum número de série, ou qualquer outra marca que possa denunciar a origem da fita, esses terão de ser escondidos, normalmente com uma faixa preta em cima. Isso costuma durar apenas uns segundos, mas infelizmente, em alguma cópias, dura o filme inteiro e alguns podem ser bem grandes.

R5

R5 se refere a um formato específico de DVD região 5. Em um esforço para competir com a pirataria, a indústria decidiu criar esse novo formato que é produzido mais rápido e mais barato do que os tradicionais DVDs. O que os difere dos DVDs tradicionais é que os R5 são tranferidos diretamente de um telecine sem qualquer tipo de processamento de imagem, e sem nenhum adicional. Às vezes os DVDs R5 são lançados sem áudio em inglês, exigindo que os grupos de pirataria usem o áudio de outra fonte. Nesse caso o release possui a descrição “.LINE” para distinguir daqueles que possuem o áudio do original. A qualidade da imagem de um R5 geralmente pode ser comparada com um DVD screener. No final de 2006 alguns grupos como o DREAMLIGHT, mSs e PUKKA passaram a nomear seus Releases de “.R5″ e sugeriram a outros grupos que fizessem o mesmo.

DVD-SCREENER (DVDscr)

Mesmas condições do screener, mas com uma fonte de DVD. Normalmente com letterbox (faixas pretas), mas sem os extras que o DVD final (de venda e/ou aluguel) possa ter. O ticker não costuma ficar nas faixas pretas, e pode atrapalhar a visão. Se o “ripador” tiver o mínimo de conhecimento, um DVDscr deve sair muito bom. Normalmente passado pra SVCD ou DivX/XviD.

DVDRip

Uma cópia do lançamento final do DVD. Se possível, é lançado na internet antes mesmo do DVD de venda e/ou aluguel ser lançado. A qualidade deve ser excelente. DVDrips são lançados em SVCD e DivX/XviD.

VHSRip

Feitos de VHS de venda e/ou aluguel, sendo a sua maioria os lançamentos de filmes de esportes e de XXX.

TVRip

Episódios de TV que são de redes (capturados usando cabos digitais/satélite) ou de “PRE-AIR”, que usam as fontes de satélites que mandam o programa pelas redes com alguns dias de antecedências.

PDTV/HDTV

Os PDTV são capturados de uma TV com cartão PCI DIGITAL, normalmente gerando os melhores resultados. Muitas vezes vemos o rip rotulado como HDTV também, mas as diferenças entre esses dois termos são apenas técnicas. Os grupos costumam lançar em SVCD, apesar de rips em VCD/SVCD/DivX/XviD serem aceitos nos rips de TV.

WORKPRINT (WP)

Um workprint é uma cópia do filme que ainda não foi finalizado. Pode conter cenas faltando, música, e a qualidade pode variar de excelente a muito ruim. Alguns WPs são diferentes da versão final (Homens de Preto está faltando todos os aliens e tem figurantes em seus lugares) e alguns tem cenas extras (Jay and Silent Bob). WPs podem ser boas aquisições para a coleção uma vez que já tenha em mãos a versão final.

DivX Reenc

Um DivX re-enc é um filme que foi retirado do VCD e reencodado num pequeno arquivo DivX. Normalmente são encontrados nos compartilhadores, e são renomeados como Filme.Nome.Grupo(1of2). Grupos famosos são SMR e TMD. Esse formato não vale o download, a menos que você esteja incerto sobre um filme e quer apenas uma versão de 300MB.

Watermarks

Muitos filmes vem de Asian Silvers/PDVD (veja abaixo) e esses são marcados pelo pessoal responsável. Usualmente com uma inicial ou um pequeno logo, geralmente num dos cantos. Os mais famosos são as marcas d’água “Z” “A” e “Globe”.

Asian Silvers / PDVD

São produzidos por contrabandistas e são comprados por alguns grupos que vendem como se fossem deles. Silvers são baratos e facilmente encontrados em muitos paíes, e é fácil sair um release, e é o motivo de ter tantos por aí no momento, principalmente de grupos pequenos que não duram mais que alguns lançamentos. PDVDs são a mesma coisa, mas postos num DVD. Eles têm legendas à parte, e a qualidade usualmente é melhor que os silvers. São ripados como um DVD normal, mas são lançados como VCD normalmente.

SVCD

SVCD é baseado em MPEG-2 (como no DVD), que permite maiores taxas de variáveis até 2500kbits em uma definição de 480×480 (NTSC), que descomprimida em uma relação de aspecto de 4:3. Devido ao bit-rate variável, o comprimento que você pode ocupar em um único CDR não é fixo, geralmente entre 35-60 min.

VCD

É um formato baseado em MPEG-1, com um bit-rate constante de 1150kbit em uma definição de 352×240 (NTSC). VCD’s são usados geralmente para obter de uma qualidade mais baixa com o objetivo de tamanhos menores. VCD’s e SVCD’s são cronometrados nos minutos e não em MB, assim que ao olhar um, parecer maior do que a capacidade de disco e na realidade pode cabe 74min em um CDR74.


XVCD / XSVCD

Estes são basicamente VCD/SVCD melhorados. São ambos capazes de definições e de melhores taxas, muito mas elevadas. Muito difícil de se encontrar.

KVCD e KSVCD

KVCD é uma modificação ao padrão MPEG-1 e MPEG-2. Habilita criar CDs de 120 minutos com qualidade perto do DVD em CDs de 80 minutos. Porém já existe especificações que geram vídeos de 528×480 (NTSC) e 528×576 (PAL) e MPEG-1 com bitrate variável entre 64Kbps e 3000Kbps. Usando um resolução 352×240 (NTSC) ou 352×288 (PAL), é possível “encodar” vídeos com até 360 minutos com qualidade perto de um VCD num CD de 80 min.

KDVD

Formato de arquivo 100% compatível com MPEG_2, capaz de rodar em qualquer DVD Player Standard. Esta tecnologia habilita 6 horas de filme em Full D-1 720×480 num DVD, ou algo em torno de 10 horas em Half D-1 352×480 no meso DVD.

AVI

Audio Video Interleave. Formato de vídeo mais usado em PCs com o Windows. Ele define como o vídeo e o áudio estão juntos um ao outro, sem especificar um codec.

MPEG

É a abreviação de Motion Picture Expert Group e é a fonte de pesquisa para formatos de vídeo em geral. Este grupo define padrões em vídeo digital, estão entre eles o padrão MPEG1 (usado nos VCDs), o padrão MPEG2 (usado em DVDs e SVCDS), o padrão MPEG4 e vários padrões de áudio – entre eles MP3 e AAC. Arquivos contendo vídeo MPEG-1 ou MPEG-2 podem usar tanto .mpg quanto .mpeg na extensão.

OGM

Pode ser usado à uma alternativa ao .avi e pode conter Ogg Vorbis, MP3 e AC3 áudio, todos os formatos de vídeo, informação por capítulos e legendas.

VBR

Bitrate Variável. É possível “encodar” áudio e vídeo com bitrate variável, o que não usa o mesmo bitrate para o arquivo inteiro (como no CBR = Bitrate Constante). Partes mais complicadas do vídeo/áudio vão receber mais bitrate para que a aparência/sonoridade seja melhor, e assim como partes menos complicadas irão receber menos bitrate. Geralmente arquivos com VBR são melhores que outros que contém CBR.

Bitrate

Bitrate está diretamente ligado à nitidez (qualidade) do filme/música. Quer dizer que em formatos de compressão de áudio e vídeo como MPEG3 e MPEG4, quanto maior for o bitrate mais vezes por segundo o som ou filme original estará sendo reproduzido. O bitrate pode variar, sendo que taxas mais altas de bitrate criam som/vídeo de melhor qualidade.


Essa sopa de letrinhas pode ser meio confusa, mas pelo menos agora você já tem uma idéia de como funcionam essas codificações de vídeos desse mundo louco.

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